CRIME
E CASTIGO
Caro leitor.
Hoje
vou falar um pouco sobre meu livro predileto e seu autor. A maior
entre as maravilhosas obras de Fiódor Dostoiévski. Vou começar
falando um pouco sobre o escritor. Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski
é (e sempre será) um dos mais influentes escritores de todos o
tempos. Nasceu em Moscou, na Rússia, em 1821 e faleceu em São
Petersburgo em 1881. A obra
dostoievskiana abrange a autodestruição, a humilhação e o
assassinato, além de analisar estados patológicos que levam ao
suicídio, à loucura e ao homicídio. Por essa razão seus escritos
são chamados "romances de ideias", pela retratação
filosófica e atemporal dessas situações. Muitas escolas em todo o
mundo, principalmente da teologia e da psicologia, foram
influenciadas pelas suas obras.
Dostoiévski
teve sucesso assim que publicou sua primeira obra, Gente Pobre, (que
ainda não tive o prazer de ler). Após concluir Gente Pobre, Dostoiévski escreveu Noites Brancas, Niétochka Niezvánova e Recordações da
Casa dos Mortos, obra na qual não obteve muito êxito, entre outros romances. Entretanto
seu sucesso voltou a crescer após a publicação de sua mais
importante obra, Crime e Castigo.
Seu
último livro, Os Irmão Karamazov, que também está incluso na
minha lista dos 40 melhores livros de todos o tempos, é considerado
por muito filósofos, psicólogos, psiquiatras e acadêmicos das mais importantes universidades do mundo como um dos melhores livros
escrito até os dias de hoje.
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| Aqui está o homem. Fiódor Dostoiévski. |
Além de Crime e Castigo, Dostoiévski escreveu inúmeros romances, além de diversas novelas e contos. Abaixo está a lista dos romances escritos pelo autor russo que deixou um dos mais importantes espólio literário para a humanidade.
Se você tiver a oportunidade de ler ao menos um de seus livros, não perca tempo. Apesar de uma escrita "sibilina", de compreensão um tando difícil para quem está acostumado com os romances mais modernos,os livros de Dostoiévski tem o poder de prender sua atenção e, principalmente, persuadir você a acreditar no que está escrito, tanto pelo riqueza de detalhes quanto pelos argumentos carregados de emoções sinceras que dão vida aos personagens. Referindo-me à riqueza de detalhes perceptível nas obras desse autor, dizem que Dostoiévski era o único escritor no mundo capaz de escrever um livro de 800 páginas sobre um homem tomando um copo de bebida em um bar...
Segue a lista de seus romances:
1846
– Gente Pobre;
1846
– O Duplo:
Poema de Petersburgo;
1848
– Noites Brancas;
1849
– Niétochka Niezvánova;
1859
– O Sonho do Tio,
ou "O Sonho de Titio", ou "O Sonho do Príncipe";
1859
– Aldeia de Stiepentchikov e Seus Habitantes ou "A vila de
Stepanhchikov e seus habitantes";
1861
– Humilhados e Ofendidos;
1862
– Recordações da Casa dos Mortos ou "Memórias da Casa
Morta";
1864 - Memórias do Subsolo, "Notas do Subterrâneo", "A Voz do Subsolo",
"Cadernos do Subsolo";
1866
– Crime e Castigo;
1867
– O Jogador;
1869
– O Idiota;
1870
– O Eterno Marido;
1872
– Os Demônios
ou
Os Possessos;
1875
– O Adolescente;
1881
– Os Irmãos Karamazov.
Após um
texto lacônico sobre o autor, vou escrever sobre a sua obra, Crime e
Castigo, que foi publicado em 1866.
No centro
da narrativa está Rodion Românovitch Raskólnikov, que se trata de
um estudante de diteiro extremamente pobre que comete um assassinato
premeditado no início do romance. Após o assassinato, ele se vê
perseguido por sua incapacidade de continuar sua vida após o crime.
Parte disso se deve ao fato de, após cometer o crime minuciosamente
calculado, surgir inesperadamente uma segunda pessoa no local do
crime e ele ser obrigado a cometer seu segundo crime, a contragosto e
impulsivamente.
Os
temas abordados no romance são, em substância, a religião, o
existencialismo e o socialismo, e, principalmente, a salvação do
sofrimento e a renúncia ao arrependimento. Essa última questão é
perceptível nos argumentos do personagem para justificar os crimes
cometidos, alegando, em poucas palavras, que um mal pode ser cometido
à uma pessoa se sua finalidade for um bem maior para um maior número de pessoas. Ou seja, os fins podem justificar os meios. Entretanto,
ele divide os indivíduos em ordinários e extraordinários, onde os
indivíduos extraordinários podem quebrar as regras e paradigmas, ou seja,
cometer crimes se for o caso, se sua finalidade for em prol do avanço
humano e o bem comum das pessoas. Obviamente Raskólnikov se considera um indivíduo extraordinário e o crime premeditado é contra uma agiota ranzinza, arrogante que ganha dinheiro das pessoas apanhando valiosas objetos como penhor.
Após os crimes, Raskólnikov
rouba algumas joias, mas não chega a usufruir desse ganho e,
sentindo-se arrependido, enterra-as sob uma pedra. Após tal fato e
seus desfechos, o romance relata detalhadamente os dramas
psicológicos sofridos pelo autor dos homicídios. Após investigar Raskólnikov, a polícia prende um homem inocence que se declara culpado devido a pressão que sofria.
Mas por fim, Raskólnikov confessa os crimes que cometera e é preso, cumprindo oito anos de prisão na gélida Sibéria.
Há outros personagens no romance que não descrevi nesse excerto, são personagens muito interessantes. Se quiserem conhecê-los, leia o livro...
Bem, espero que esse texto seja útil e que a dica seja válida.
Até a próxima...


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