Há
livros que você lê que não agregam nada ao seu conhecimento.
Entretanto, há outros que você lembrará para o resto de sua vida.
É o caso do livro sobre o qual escreverei hoje, Cem Anos de Solidão,
do último dos grandes escritores.
Como
sempre, começarei escrevendo um pouco sobre o autor da obra.
Também conhecido
também por Gabo, Gabriel García Márquez foi um escritor colombiano
que publicou um dos livros mais importantes dos últimos séculos,
Cem Anos de Solidão. Ele nasceu em março de 1927 em Aracataca, na
Colômbia, e faleceu em abril de 2014 na Cidade do México.
Além
de escritor, ele foi jornalista, editor, diretor de cinema, ativista
e político. Em 1982 Gabriel García Márquez ganhou o prêmio Nobel
de Literatura pelo conjunto de sua obra. Gabriel García é pai do
cineasta Rodrigo García.
No
início da década de 60, Gabriel Garcia Márquez foi correspondente
internacional em Nova Iorque, mas acabou sendo perseguido pela CIA
por suas críticas a exilados cubanos e suas ligação com Fidel
Castro. Por essa razão mudou-se para o México, onde passou o resto
de sua vida.
Em
abril de 2009, cinco anos antes de seu falecimento, Márquez declarou
que havia se aposentado. Essa notícia se confirmou em 2012, quando o
seu irmão anunciou que foi diagnosticada uma certa demência.
García
Márquez morreu em 17 de abril de 2014 na Cidade do México, vítima
de uma pneumonia.
AGORA
VAMOS À OBRA
Cem
Anos de Solidão é considerada uma das obras mais importantes
da literatura latino-americana, sendo umas das mais lidas e
traduzidas de todo o mundo e considerada no IV Congresso
Internacional da Língua Espanhola, realizado em Caragena, na
Colômbia, a segunda obra mais importante da literatura
hispânica, ficando apenas atrás de Dom Quixote
A
primeira edição da obra foi publicada em Buenos Aires em Maio
de 1967 e teve uma tiragem inicial de 10.000 exemplares. Nos dias de
hoje já foram vendidos cerca de 50 milhões de exemplares ao longo
dos 35 idiomas em que foram traduzidos.
RESUMO
DO LIVRO.
Considerado um dos melhores livros da literatura latina, sua história se passa em um aldeia fictícia na América Latina chamada Mocondo, que foi fundada pela família Buendía - Iguarán.
A
primeira geração da família é formada pelo casal José Arcadio
Buendía e Úrsula Iguarán, que tiveram três filhos: José
Arcadio, um rapaz forte, viril e trabalhador; Aureliano, que era
filosófico, calmo e terrivelmente introvertido, e Amaranta, a
típica dona de casa de uma família de classe média do século
XIX. A estes, juntar-se-á Rebeca, que foi enviada da antiga aldeia
de José Arcadio e Ursula e que não tinha pai e mãe.
A
história se desenrola em torno desta geração e dos seus filhos,
netos, bisnetos e trinetos, com a particularidade de que todas as
gerações foram acompanhadas por Úrsula, que viveu entre 115 e
122 anos. Esta centenária personagem dará conta que as
características físicas e psicológicas dos seus herdeiros estão
associadas a um nome: todos os José Arcadio são impulsivos,
extrovertidos e trabalhadores enquanto que os Aurelianos são
pacatos, estudiosos e muito fechados no seu próprio mundo
interior.
O
longo do livro, os Aurelianos terão a missão de desvendar os
misteriosos pergaminhos de Melquíades, o Cigano, que foi amigo de
José Arcadio Buendía. Estes pergaminhos tem encerrados em si a
história dramática da família e apenas serão decifradas quando
o último da estirpe estiver quase morrendo.
A
família Buendia e toda a população de Macondo, sofre de uma
certa doença da insônia que pode ser explicado pela Insônia
Familiar Fatal.
Personagens.
Primeira
Geração.
José Arcadio Buendía:
Patriarca da família Buendía e fundador do povoado de Macondo, casou-se com sua prima Ursula Iguaran quando tinha apenas 19 anos. José Arcadio Buendía era um homem empreendedor e costumava alimentar sonhos extravagantes, interessava-se por física, alquimia e mecânica. O cigano Melquíades o colocava a par das novidades que descobria ao longo das suas viagens pelo mundo. Após ter enlouquecido, ele foi amarrado a uma árvore na qual permaneceu preso, mesmo após ter sido libertado das cordas que o amarravam.
Úrsula
Iguarán:
Matriarca da família
Iguarán-Buendía, prima e esposa de José Arcadio Buendía. Úrsula
é uma mulher que batalha por sua família sem medir esforços,
possui um comportamento firme e busca incansavelmente o melhor para
sua família; por isso sofre constantemente ao ser a "voz da
razão de uma família de loucos". Úrsula é uma personagem
importante do livro, no qual em todas as fases está caracterizada
pela sua presença, já que ela viveu entre 115 e 122 anos.
Segunda Geração
José
Arcádio Buendía:
Sendo batizado com o mesmo nome do pai, é o
filho mais velho de José Arcádio Buendía e
Úrsula Iguarán. Ele mantém relações com Pilar Ternera, a quem
abandona grávida e em seguida foge com os ciganos por se
apaixonar por uma cigana. José Arcádio voltará muito tempo
depois de ter fugido. Quando reaparece, é homem forte, cheio de tatuagens, falando a língua de marinheiros e gabando-se por ter
navegado pelos quatro cantos do mundo. Casa-se com Rebeca, sua irmã
de criação. Sua morte no banheiro de sua casa é um mistério e
faz com que sua esposa, Rebeca, se recluse pelo resto da vida.
Coronel Aureliano Buendía:
Segundo filho de José Arcádio e Úrsula. É batizado com o nome do Bisavô. Esse personagem se envolve com a política ao tentar impedir o Sr. Apolinar Moscote de pintar todas as casas de azul a mando do governo. Conhece Remedios Moscote e se apaixona por ela. Logo eles se casam apesar da grande diferença de idade. Mais tarde, ele se torna Coronel Aureliano Buendía, ao participar da guerra. Aureliano Buendía morre sozinho em casa, fazendo peixinhos de ouro.
Amaranta:
Terceira filha de José Arcádio Buendía e Úrsula. Se apaixona por Pietro Crespi, assim como sua irmã de criação, Rebeca. Essa arruma seu casamento, enquanto Amaranta tenta interrompê-lo. Rebeca desmancha o noivado e se casa com seu irmão de criação José Arcadio. Pietro Crespi se apaixona por Amaranta, que mesmo apaixonada, não o dá esperanças. Tem uma relação amorosa com Aureliano José, seu sobrinho (filho de Aureliano Buendía com Pilar Ternera). Ao fim, mantém uma amizade com o Coronel Gerineldo Márquez, mas o esnoba. Morre virgem e com uma atadura na mão que carrega por boa parte da vida, fruto de uma queimadura em penitência que ela faz consigo mesma após o suicídio de Pietro Crespi.
Terceira
Geração
Arcadio:
Filho de José Arcádio com Pilar Ternera. Morre tentando fazer uma revolução liberal em Macondo. Tem três filhos com Santa Sofia de La Piedad: Remedios a Bela e os Gêmeos Aureliano Segundo e José Arcádio Segundo.
Aureliano José:
Filho de Aureliano com Pilar Ternera. Aureliano José é morto com um tiro nas costas ao sair correndo de uma peça teatral, depois de desacatar um coronel em plena guerra.
17 Aurelianos:
Durante suas 32 guerras civis, o coronel Aureliano Buendía tem 17 filhos e todos com mulheres diferentes, sendo que com cada uma passou apenas uma noite. Em certo momento, a casa dos Buendía é visitada por 17 mulheres solicitando a Úrsula batizar seus filhos, a qual os batiza com o nome de Aureliano. Todos eles são assassinados por supostos inimigos do Coronel Aureliano.
Quarta Geração
Remedios, a Bela:
Filha de Arcadio, Remedios é a mulher mais bonita que existiu no mundo, mesmo podendo ter qualquer homem para si não se envolveu com nenhum dos que a seguiam e dos que morreram por ela. Chamada no livro de Remedios, a bela, é uma garota que cresceu sem malícias ou pensamentos complexos. Queria apenas viver, comer, dormir. Não entendia por que as pessoas complicavam a vida. Achava natural andar nua e ria na cara dos homens que a pediam em casamento. Um dia ascendeu aos céus.
José Arcadio Segundo:
José Arcadio Segundo é irmão gêmeo de Aureliano Segundo, filho de Arcadio e Santa Sofía de la Piedad. Úrsula crê que ambos foram trocados na infância, pois José Arcádio possui as características dos Aurelianos. Herdeiro do espírito anarquista do Coronel Aureliano Buendía, José Arcadio lidera uma greve geral dos trabalhadores da companhia bananeira. Com a greve, os trabalhadores são exterminados em uma estação de trem. No entanto, José Arcadio sobrevive. Os fantasmas desse dia o atormentam até o dia de sua repentina morte. Influencia Aureliano Babilônia, com a história do extermínio, a tentar desvendar os pergaminhos de Melquíades.
Aureliano Segundo:
Esse personagem se trata de um perdulário que costumava promover grandes banquetes que duravam dias. Certa vez, Aureliano Segundo foi desafiado por uma mulher pra ver quem aguentava comer mais, tamanha era sua fama de glutão e festeiro pelo país. Era receptivo mesmo com os forasteiros. Em certa ocasião ele mandou cobrir as paredes da casa da família com notas de dinheiro. Apesar de casado com Fernanda del Carpio, entranhava-se em um amor intrínseco com a concubina Petra Cotes, que ele julgava ser a responsável pela fertilidade dos seus animais. Sua morte repentina foi no mesmo instante que o irmão gêmeo, José Arcadio Segundo. No funeral, os corpos são trocados e um é enterrado na tumba do outro.
Quinta Geração.
Amaranta Úrsula:
Filha de Aureliano Segundo e Fernanda del Carpio. Estudará em Bruxelas, onde se casará com um homem de posses chamado Gastón. Anos depois, volta a Macondo e se apaixona por Aureliano Babilônia, sem saber que era seu sobrinho, e têm um filho, o último dos Buendía. Morre no parto de hemorragia.
Renata Remedios (Meme):
Filha de Aureliano Segundo e Fernanda, estuda para agradar sua mãe que tem sonhos aristocráticos. Ao voltar para Macondo se relaciona com Mauricio Babilônia, um caso não aprovado por sua mãe, que gerará Aureliano Babilônia. Fernanda a manda para um convento, sem saber que está grávida, onde morreu sem ter dito mais nenhuma palavra.
José Arcadio:
Vai estudar para ser padre em Roma. Quando volta para ver sua mãe Fernanda, encontra-a morta na cama a sua espera. Permanece em Macondo e transforma a casa em um paraíso decadente. Dava festas na casa, com garotos mais novos que julgava ajudar. Em uma dessas festas se irrita e os expulsa da casa a chicotadas. Tempos mais tarde, os meninos o afogam na caixa-d'água para roubar o ouro escondido desde os tempos da guerra que só eles sabiam onde estava enterrado.
Sexta Geração:
Aureliano Babilonia:
Filho bastardo de Renata Remedios e Mauricio Babilônia, é confinado a viver sem sair de casa, pois Fernanda não podia aceitar a existência de um filho bastardo em sua linhagem. É levado à casa por uma freira, vindo do convento onde Renata estava. Fernanda consegue convencer a todos que ele foi deixado à porta numa cesta. Muitos anos depois, Aureliano tem um caso com sua tia, Amaranta Úrsula. É ele quem traduzirá os pergaminhos de Melquíades e quem será o pai do último Buendía, "porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não teriam uma segunda oportunidade sobre a terra".
Sétima Geração.
Aureliano:
Último da linhagem dos Buendía, filho de Amaranta Úrsula e Aureliano Babilônia. Nasce com um rabo de porco, concretizando-se assim a maldição de que duas pessoas da mesma família não poderiam ter filhos, pois estes nasceriam com alguma aberração. É devorado pelas formigas ao fim do livro, como previsto nas profecias de Melquíades.
Além dos personagens descritos acima, o livro conta com outros personagens externos.
Melquíades:
Melquiades é um dos ciganos que visita Macondo, sendo um dos primeiros personagens descritos no livro. Ele chega à aldeia trazendo inventos e mercadorias de diversos lugares do mundo. Melquíades escreve os pergaminhos que preveem a história da família Buendía, os quais são traduzidos por Aureliano Babilônia.
Pilar Ternera:
Pilar é uma mulher alegre e decidida que habita Macondo, transformando-se na concubina dos irmãos Aureliano e José Arcádio Buendía, sendo que com cada um tem um filho (Aureliano José e Arcádio). Pilar lê e prevê o futuro nas cartas e se torna a dona de um prostíbulo.
Rebeca:
Filha
adotiva de Úrsula e José Arcadio. Essa personagem chega a Macondo vinda de uma cidade vizinha, tendo perdido seu pai e sua mãe, que embora
José Arcádio Buendía e Úrsula Iguarán não se lembrem, teriam
se conhecido há muito tempo atrás, assim como afirma a misteriosa
carta que Rebeca trazia consigo na chegada à Macondo. Trouxe,
também da aldeia, o estranho hábito de comer terra quando se
sentia aflita e desesperada. Torna-se namorada de Pietro
Crespi, professor de
boas maneiras, entretanto acaba se entregando a paixão por José
Arcádio, seu irmão de criação, do qual se torna esposa.


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